Programa Filé de Camarão na Alimentação Escolar completa um ano na rede estadual de Educação

Programa Filé de Camarão na Alimentação Escolar completa um ano na rede estadual de Educação

14/08/2024 0 Por Redação

O Governo do Estado de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado da Educação e da Cultura (Seduc), comemora o primeiro ano da implementação do programa Filé de Camarão na merenda escolar dos alunos da rede estadual de ensino. Atualmente, das 318 escolas da rede, todas as 102 escolas com ensino integral já se beneficiam com a proteína no cardápio alimentar. O programa é gerenciado pelo Departamento de Alimentação Escolar (DAE/Seduc) e tem os objetivos de diversificar o cardápio alimentar e promover o escoamento da agricultura familiar e a regionalização da merenda.

A diretora do DAE, Lucileide Rodrigues, fala que a inclusão do camarão no cardápio trouxe benefícios para os alunos e para os agricultores. “Nutricionalmente, o camarão é uma fonte rica de proteínas, vitaminas e minerais essenciais para o crescimento e desenvolvimento das crianças. Além disso, a compra direta de produtores locais fortalece a economia regional, gerando renda e incentivando práticas sustentáveis de cultivo. Essa ação também promove a educação alimentar, ensinando as crianças sobre a importância da alimentação saudável e a valorização dos produtos regionais, além de tornar as refeições mais variadas e atraentes”, pontua a diretora.

A primeira chamada pública com a inclusão do camarão aconteceu em abril de 2023. Na ocasião, o governo investiu R$ 50.107.259,71 na merenda escolar, sendo R$ 609.119,10 destinados à compra de 10.203kg do crustáceo. Em 2024, o governo duplicou a compra do camarão e investiu R$ 1,28 milhão na compra de 20.240kg de camarão. Até o momento 5.905kg já foram distribuídos nas escolas da rede. Sendo assim, o Governo de Sergipe já investiu R$ 1.281.904,94 na compra do filé de camarão.

O processo de compra da proteína foi realizado por meio de Chamadas Públicas. Atualmente, a compra é feita na Cooperativa de Produção, Comercialização e Prestação de Serviços dos Agricultores Familiares de Indiaroba e Região (Cooperafir), cumprindo assim a Lei 11.947, de 16 de junho de 2009, que garante a compra de pelo menos 30% dos alimentos que são adquiridos por agricultores familiares de grupos formais e informais, além de fornecedores individuais.

Para entregar um camarão de boa qualidade e seguindo todos os critérios exigidos pela Adema, a Cooperafir realiza o mapeamento dos produtos desde os viveiros onde os camarões são criados até o empacotamento e entrega às escolas, como explica o presidente da cooperativa, Marcos Paulo. “Seguimos rigorosamente os protocolos de armazenamento, transporte e manipulação recomendados pelos órgãos competentes, assegurando que o filé de camarão distribuído nas escolas estaduais de Sergipe atenda aos mais altos padrões de segurança alimentar”, afirma o presidente, que completa a fala com a importância do apoio do governo aos produtores agrícolas.

“Além disso, ao comprar produtos das cooperativas, o governo contribui diretamente para o fortalecimento da economia local. Isso não só ajuda a gerar empregos e a melhorar a renda dos produtores locais, mas também promove o desenvolvimento sustentável das comunidades envolvidas, alinhando-se com nossos valores de responsabilidade social e ambiental”, pontua.

Aceitação e segurança alimentar

Quinzenalmente, o camarão está nos cardápios das escolas integrais da rede estadual, e a forma de preparo é diversificada pelas equipes e orientada pelos nutricionistas do DAE/Seduc. Para Luna Kamilly, aluna do Centro de Excelência Leandro Maciel, em Aracaju, o camarão é muito desejado; e ter a oportunidade de degustar na escola é especial, principalmente por ser um produto de alto custo e por não estar no dia a dia da alimentação familiar.

“Toda vez que tem camarão na escola ficamos entusiasmados. Com certeza, é um dos dias de que mais gostamos. Até porque em casa é meio difícil ter, ainda mais por ser um pouco caro, e não estar de acordo com o bolso de muita gente. Então quando isso acontece na escola, ficamos muito contentes. Eu particularmente amo quando é camarão”, afirma Luna.

Na visão do secretário de Estado da Educação e da Cultura, Zezinho Sobral, a inclusão do camarão na merenda foi um passo para a construção de uma alimentação mais rica em nutrientes, diversificada e complementar dentro da escola, além de fazer girar a economia dos pequenos produtores e oferecer aos alunos produtos de qualidade com selo de procedência.

“Ofertar o camarão na alimentação escolar foi um grande salto de qualidade na diversidade do cardápio dos nossos alunos. Todo o processo foi feito com responsabilidade. O DAE realizou teste de aceitabilidade entre os alunos, capacitou merendeiras, fez toda uma preparação com transparência. Atualmente, no ato da matrícula, os pais também assinam o termo de autorização do consumo por parte dos filhos. Se o aluno tem alergia, ele tem acesso direto a outra proteína, como carne bovina, suína e frango. Inserindo esses alimentos na dieta dos estudantes, por meio de uma parceria com os pequenos agricultores, damos aos estudantes uma maior diversidade alimentícia, ao mesmo tempo que proporciona ao pequeno agricultor a oportunidade de se profissionalizar no ramo de fornecimento para grandes instituições”, finaliza o secretário.