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Governo criará farmácias satélites do Case e agregará entrega em domicílio

Os serviços do Case contemplam, exclusivamente, as pessoas portadoras de doenças crônicas que se enquadram nas linhas de cuidados definidas pelo Ministério da Saúde.

Sergipe - 02/04/18 às 09:50h

Governo, através da Secretaria de Estado da Saúde (SES), põe em prática um dos seus mais novos projetos, o ‘Anjos da Guarda’, que visa tornar mais acessível aos cidadãos a assistência farmacêutica oferecida pelo Centro de Atenção à Saúde de Sergipe (Case). Trata-se de uma ação voltada para a regionalização dessa unidade, através da implantação de farmácias satélites do Case no interior sergipano. Um trabalho que não só consiste na oferta de medicamentos específicos, mas também na entrega de medicamentos em domicílio para um dado público.

Os serviços do Case contemplam, exclusivamente, as pessoas portadoras de doenças crônicas que se enquadram nas linhas de cuidados definidas pelo Ministério da Saúde. A assistência é garantida através do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas, conforme a portaria nº 1554, de 30 de julho de 2013. De acordo com o diretor de Atenção Integral à Saúde (Dais) da SES, João Lima Júnior, esforços estão sendo mantidos para a ampliação do serviço, que já existe em Aracaju, através da entrega de medicamentos em domicílio para um grupo específico, que compreende pacientes acamados, idosos, entre outros. “Esse serviço será ampliado na capital, onde está situado o Case central, através de veículos motocar, uma das mais recentes aquisições do Governo de Sergipe, através da SES”, ressaltou João Lima.

Mediante a proposta levantada pelo secretário de Estado da Saúde, Almeida Lima, que é a de levar para mais perto da população o benefício da entrega de medicamentos, técnicos da SES estão realizando visitas aos hospitais regionais mantidos pelo Governo. Participam dessa ação membros da Coordenação de Serviços Especializados, vinculada a Dais, bem como das diretorias do Case e de Infraestrutura da SES.  Os hospitais regionais dos municípios de Propriá, Neópolis e Nossa Senhora da Glória já foram contemplados com a visita técnica, restando as unidades de Tobias Barreto, Boquim, Estância, Itabaiana e Nossa Senhora do Socorro.

Adequações de hospitais

“Estamos observando cada espaço das unidades e analisando a necessidade de adequações para a instalação dessas farmácias satélites do Case, a exemplo de equipamentos eletrônicos, mobiliários e até mesmo de recursos humanos. Visto a necessidade, será montada a estrutura dentro de cada hospital para que as mesmas possam receber os pacientes em duas fases importantes – o cadastro do paciente e a entrega mensal dos medicamentos. Sendo cadastrados, será feito o levantamento por local de moradia e a partir do momento em que a farmácia for aberta, o cidadão passará a receber seu medicamento nessa unidade descentralizada do Case. É preciso, portanto, atentar para a perícia médica realizada a cada três meses, que continuará procedendo no Case central, em Aracaju, visto que é desempenhada por médicos”, acrescentou o diretor.

Com essa inovação, sergipanos poderão adquirir bem próximos às suas residências, o medicamento que antes era adquirido somente na capital. Outro benefício agregado com a inovação é que nas cidades onde terão o ponto de atenção do Case regionalizado, a entrega também será domiciliar para um público específico. “As unidades móveis, tipo motocar, irão para o Case, em Aracaju, a fim de ampliar um serviço de atenção domiciliar que já existe, e também para cada um desses pontos de atenção, à medida que forem entregues. As motos, por sua vez, não circularão na região de saúde que terá instalada a farmácia satélite do Case, mas somente no município que a receberá, o que a tornará esses veículos impossibilitados de transitar em rodovias”, explicou João Júnior.

Sistema informatizado

Atualmente, o Case possui mais de 25 mil usuários cadastrados na assistência farmacêutica, centralizados na capital, e que logo passarão a receber medicamentos em oito municípios sergipanos. Os serviços de entrega de órteses e próteses, por sua vez, continuarão sendo realizados no Case central, em Aracaju, com mesmo protocolo. Esses municípios utilizarão o mesmo sistema de informação para dispensação de medicamentos usado na capital, o Hórus, do Ministério da Saúde, para que não haja equívocos quanto ao prontuário do paciente. Os cidadãos já cadastrados no Case passarão por processo de migração de local, caso não residam na capital. Esses devem ter acesso aos medicamentos, exclusivamente, na própria cidade onde residem.

Fonte e Foto: Ascom SES




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